18 de October de 2021 Desenvolvimento Pessoal , Carreira e Marketing Pessoal para você ir além!

3 coisas que não te contaram sobre Síndrome de Peter Pan

É provável que você já tenha se deparado com alguns adultos que agem como se tivessem muitos anos de idade a menos do que realmente tem, quase como crianças. Bem, tenho uma notícia: talvez seja síndrome de Peter Pan.

Antes que você se precipite, não estou só falando daqueles adultos que curtem tendências jovens, que fazem cirurgias plásticas para esconder os sinais de envelhecimento ou que mentem a idade quando estão saindo com uma paquera mais nova; estou falando daqueles que são despreocupados com as responsabilidades emocionais e financeiras aos 40 como eram quando tinham 16.

Estou falando daquele seu amigo irresponsável que não para em nenhum emprego, que não sabe se cuidar sozinho e que ainda mora com a mãe – o que, já adianto, não é demérito algum, a menos que a pessoa em questão seja tratado como adolescente e não contribua financeiramente, nem nos serviços domésticos.

Imagino que você já se pegou pensando a razão dele ser assim, ou não entendeu bem as queixas das ex-namoradas dele quanto ao comportamento infantil que ele apresenta…

O texto de hoje visa ajudar você, a namorada dele e ele por tabela! Vamos lá?

O que é a síndrome de Peter Pan?

Imagino que você conheça a história de Peter Pan ou saiba por cima de que se trata, mas mesmo assim vou resumir.

Peter Pan, personagem do filme homônimo, é um menino que deseja nunca crescer e que mora na Terra do Nunca, lugar onde todos permanecem jovens para sempre.

Em tese, a síndrome de Peter Pan é isso: adultos que desejam ser crianças para sempre, mas vivendo no mundo real.

Para não ser simplista demais, síndrome de Peter Pan é quando um adulto não quer amadurecer e assumir as responsabilidades de alguém de sua idade. 

Embora não esteja listado em nenhum manual de diagnóstico psicológico, já é sabido que a forma como a síndrome de Peter Pan se apresenta pode variar de pessoa para pessoa.

O clássico Peter Pan da vida real, entretanto, é alguém – quase sempre um homem – que não aceita as responsabilidades da vida adulta, como trabalhar ou ajudar nos cuidados domésticos, e deseja que todos ao seu redor apoiem seu estilo de vida.

Como identificar a síndrome de Peter Pan?

Para não confundir muito, aqui vai um adendo: nem sempre alguém com tendências infantis, como amor por coisas associadas à infância, tem a síndrome de Peter Pan, beleza?

Como eu disse anteriormente, essa síndrome ainda não está classificada em um manual de saúde mental, então algumas coisas podem se embaralhar um pouco, mas eu vou te ajudar a desmistificar.

Os padrões mais associados com a síndrome de Peter Pan são:

  • Problemas para conseguir ou se manter em um emprego;
  • Necessidade de culpar os outros para evitar assumir responsabilidades (exemplo: culpa os pais por não ter feito faculdade ou a ex-namorada pelo fim do relacionamento);
  • Dificuldade de tomar decisões e lidar com as responsabilidades que elas acarretam;
  • Zero habilidades com finanças, o dinheiro se esvai como água (isso quando consegue algum!);
  • Apesar da idade, insiste em morar com os pais, mas contribui pouco financeiramente ou nas atividades domésticas;
  • Quase sempre estão rodeados de pessoas mais novas (beeeeem mais novas!) ou com um comportamento parecido com o seu;
  • Entre outros.

Esses comportamentos são mais facilmente encaixados no estereótipo da pessoa que tem síndrome de Peter Pan quando apresentados em conjunto – não necessariamente todos, mas os mais marcantes, no mínimo.

3 coisas que não te contaram sobre Síndrome de Peter Pan

Agora que você já entendeu o básico sobre síndrome de Peter Pan, vou te contar algumas coisinhas que provavelmente ninguém te contou e você nunca sacou antes. Preparado?

  • Pessoas com síndrome de Peter Pan possuem síndrome de salvador também!

Se você viu o filme quando era criança, talvez lembre que o Peter Pan acreditava estar fazendo um bem para as crianças que ele levava para a Terra do Nunca, afinal ele estava salvando-as de crescer, de precisar assumir responsabilidades e, as vezes, de um lar onde não se sentiam amadas.

A verdade é que muitas dessas pessoas são, paralelamente, narcisistas e inseguras.

Por um lado, fingem que sabem o que estão fazendo e vendem bem seu peixe sobre seu estilo de vida, mas na verdade estão morrendo de medo da não-aprovação.

Como eu disse anteriormente, é bem comum ver os Peter Pans da nossa vida rodeados de pessoas mais novas.

Isso não é por acaso: é muito difícil uma pessoa adulta, cheia de responsabilidades e com a cabeça no lugar cair nesse papinho.

Pessoas mais novas, pelo contrário, são mais vulneráveis, pois tem uma experiência de vida menor.

  • O Peter Pan pode acabar te transformando numa Wendy!

Não interessa se você é homem, mulher ou não-binário ou se o Peter Pan da sua vida é um ser celestial sem gênero.

Aqui, vamos focar na dinâmica dos dois personagens.

Enquanto Peter Pan ia viver aventuras na Terra do Nunca, quem ficava na Toca cuidando das outras crianças, mesmo sendo também uma criança?

Para quem sobrou as responsabilidades?

Quem era sempre a culpada durante as brigas?

Se você tem alguém irresponsável, que não cuida de si mesmo e que não sabe lidar com dinheiro, certamente essa responsabilidade recai sobre alguém.

Essa pessoa é a Wendy da vida real, com problemas reais e talvez compreensiva demais.

O problema é que essa relação é pouco saudável, visto que alguém está se doando mais do que o outro, e é preciso cuidado para não criar uma dependência emocional ou uma síndrome de impostor.

  • Pais e mães corujas podem ter uma parcela de culpa

Ainda que muitos pais e mães acreditem que é melhor pecar pelo excesso do que pela falta, alguns deles podem estar criando adultos irresponsáveis, infantis, manipuladores e narcisistas.

Sei que muitos pais querem que seus filhos tenham aquilo que eles não tiveram, mas a verdade é que algumas coisas eles quem devem ir atrás.

Lembre-se: você, enquanto pai ou mãe, não estará aqui para sempre.

Se seu filho não conseguir se virar sozinho quando você não estiver mais entre nós, certamente ele será um peso na vida de alguém.

Minha dica é pensar na criança que você está criando como o adulto que você gostaria que seu filho conhecesse.

Gostou do texto? Te fez refletir e lembrar de alguém? Então compartilhe com ele ou ela e com seus amigos em comum. Uma forma de ajudar é, primeiramente, conscientizando as pessoas sobre o problema.

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